quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

FELIZ RENASCIMENTO E PRÓSPERO ANO DE SOLIDARIEDADE

Neste momento de renascimento, renasçamos também para uma nova vida onde olharemos nossos semelhantes como irmãos e não mais como rivais ou apenas como o outro.
Ao andar por lugares “importantes” como São Paulo, vemos as maravilhas tecnológicas que iluminam o Masp, o prédio da Receita Federal, a Prefeitura e fugimos por alguns momentos daquela realidade vista todos os dias nos mais diversos jornais e telejornais sensacionalistas.
Hoje, essa semana ou no começo do próximo ano pare um momento e agende em sua vida ao menos um ato de generosidade em prol de alguém para 2009.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Desmatamento: O sofrimento de uma árvore que cai é a agonia de uma humanidade inteira.

Fui jogada ao chão e brotei para me destacar, tanto cresci que alcancei o céu.
- Cof, cof, cof... O que acontece? Alguém que se aproximava planando no ar. É essa nuvem escura minha amiga águia que vira e mexe sobrevoa por aqui, fazendo-me tossir a cada momento que tenho de aspirá-la para poder realizar a purificação e a sua limpeza.
- Você limpa o ar?
- Confirmei: sim, esta é uma de minhas funções que tem aumentado a cada dia com o excesso de poluentes que são lançados ao ar.
Em meio ao silêncio da floresta e ao canto dos pássaros, escuto um som diferente que aos berros, madeeeira, me alerta que mais uma de nossas amigas operárias acabara de ir ao chão. Assustada com o barulho que fizera, a águia grita e localiza a quilômetros de altura nossa companheira que já era arrastada. Sinto dor, se tivesse pernas tremeria, não de medo, mas de ansiedade, será que meu dia vai chegar? A águia me observa e pergunta o que eu sentia e o que eu pensava ao ver cena.
- Viso o presente e prevejo o futuro, enquanto de pé purifico o ar, forneço o fruto e guardo os animais do sol. Mas assim que cair essa área ficará negra de poluição e suja pela falta que outras árvores e eu faremos.
A águia com sua visão aguçada acompanhavam do alto, todo o percurso que era feito pela árvore que até poucos momentos atrás fora sacrificada. Chegaram a um galpão onde máquinas em funcionamento já a esperava e sem demora o seu trabalho começara. Ao retornar percebo que a águia tem em seus olhos lágrimas de sofrimento e dor por presenciar algo tão degradante e covarde.
Para me tranqüilizar a águia afirma que será reflorestado o local onde antes havia uma árvore, ao qual sem esperança peço que a águia se vire e veja o que está acontecendo, neste local tratores já preparam a terra para o cultivo de soja. Ao voltar seus olhos para mim, a águia me questiona sobre o que irá acontecer quando não houver árvores no mundo.
- Primeiramente não veremos mais o belo do verde e nem o passar das estações com a queda das folhas que secam no outono, estradas passarão por onde antes os animais construíam seus ninhos e habitavam pacificamente com suas famílias, as civilizações terão fome pela falta do fruto e pulmões enegrecidos pela ausência do ar puro vindo das florestas, o planeta irá sofrer com a devastação.
A águia me pergunta como poderíamos reverter essa situação, com intuito de evitar esse terrível fim, entretanto, respondo que é uma missão quase que impossível, pois ninguém quer abrir os olhos para cura, mantendo assim, a vida momentânea confortável.
- Os poucos que lutam pelo bem maior que é a vida, se utilizam da reciclagem para tirar o lixo do meio ambiente e torná-lo reutilizável, conservam as árvores que de tantos anos de vida se constituem parte da história e plantam árvores em lugares onde florestas foram desmatadas em prol da ambição do comércio ilegal de madeira. São pequenas formiguinhas fazendo sua parte, mas que perto deste grande número de gafanhotos destruidores de plantas, são apenas pequenas operárias movidas pela esperança de um objetivo incerto.
Um barulho ensurdecedor se alastra pela floresta.
- Uma dor que agora transpassa, já sinto a serra em minhas entranhas, cortando-me e dividindo-me. Eu que tanto tempo fiquei parada aqui e vi os passarinhos que nasciam e aprendiam a voar, servi de apoio em dias quentes a animais e até mesmo pessoas que procuravam um lugar a sombra para descansar e alimentei os famintos que em mim buscavam alimento, como recompensa ganhei a morte.
- Não mais sinto minhas raízes e o céu que tantos séculos me custaram para alcançar agora estava distante, pois estou no chão e sendo arrastada jogava sementes ao vento, esperançosa de um dia colaborar principalmente para remissão e reflorestamento do coração humano.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Extremos tão próximos

Enquanto brasileiros somos obrigados a conviver tendo aos nossos lados: extremos. No sentido estrito da palavra a conotação é de distância, porém atualmente os extremos estão cada vez mais próximos do que imaginamos. Esses extremos são: a miséria e a riqueza.

De forma objetiva e resumida, a miséria está estampada nos semáforos, favelas, filas de hospitais públicos, no descaso onde muitas pessoas são encontradas. Já a riqueza se evidencia nos grandes edifícios, coberturas, carros importados, colégios blindados etc.

Caso típico do encontro desses extremos se dá quando ao sair de um estacionamento e parar no primeiro semáforo, num gesto simples, uma mãe com uma criança toda suja no colo pede esmolas ao garotão da BMW, estendendo a mão diz:

- Qualquer ajuda moço!

Ele a ignora, elimina rapidamente a pequena fresta que havia no vidro da porta do carro e aumenta o som, não vê a hora do semáforo abrir para se livrar daquela cena.

Daí nasce uma série de reflexões a respeito dos extremos, o que o rapaz da BMW tem a ver com a pedinte do semáforo? Dar esmola incentiva a prática de pedintes? A esmola serve para sustentar o vício dessas pessoas? A culpa é do poder público que não se preocupa com esta situação? É mais fácil pedir do que trabalhar? Por que vou me sentir mal com tal situação se eu trabalhei para ter o que tenho, eles que façam o mesmo! É uma questão de distribuição de renda! É o sistema capitalista que contribui para a desigualdade do país! É um bando de ladrões!

Quantas dessas frases surgem espontaneamente nas conversas entre amigos, no bar, na festa de casamento, no velório, no carro voltando do trabalho, na hora do almoço, no metrô, na fila do ônibus etc.

Será que alguém parou pra pensar que o cerne da questão não está em entender como se criou esta situação, qual a sua origem, quem são os culpados, mas de levar em conta que essas pessoas também são gente, gente da gente, que têm anseios e sonhos ou que ao menos tiveram. Que vivem dia após dia vislumbrando uma paisagem de puro desprezo, desatenção e humilhação das mais variadas formas possíveis.

São vidas que merecem respeito e precisam de ajuda pois sozinhos não conseguem se levantar para sair desse submundo abandonado pela sociedade e desconhecido pelo governo. São templos de sabedoria desprezada, fontes de conhecimento marginalizadas, histórias sem a mínima importância, enfim, são somente odores exalados sob viadutos.

Os extremos nos levam a refletir sobre o atual cotidiano da vida do homem contemporâneo, onde a ambição e o individualismo exacerbado nos levam a momentos de conflitos e angústias num mar infinito de ansiedade.


Cristiano Carvalho de Oliveira

sábado, 11 de outubro de 2008

Filosofia da realidade

Estou sentado, pensando no que escrever ou no que eu poderia estar fazendo nesse momento ou quem sabe daqui a pouco. Talvez devesse ir a uma balada, beber, dançar e bagunçar a noite inteira. Nessa balada encontraria um alguém ou ficaria sem ninguém, mas o importante seria aproveitar a noite com os amigos ou curtir a realidade de que eles não existem, dançaria para completar minha diversão ou para ser a diversão dos outros e beberia para soltar a mente e relaxar ou entrar na moda do “beber, cair e levantar”. Enquanto há inúmeras dúvidas, fico e espera do inesperado.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"A sabedoria do homem não está em saber e sim em querer aprender".
(Thiago Ramos)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O tempo que deixamos passar sem aproveitar jamais o recuperaremos para se fazer tudo diferente.
(Thiago Ramos)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Num piscar e o lapso acontece...

Fechamos a mente para situações importantes, revelando em nós frequentes ataques de cansaço e stress, donde vimos, olhamos, analisamos e mesmo assim deixamos passar. Ás vezes perdemos grandes chances ou transformamos pequenas pedras em grandes rochas, nos sentimos culpados por possíveis consequencias que nossas desatenções possam ocasionar e choramos os fatos consumados, pois o lapso é algo muito rápido que num piscar de olho já aconteceu, favorecendo uns, mas prejudicando outros.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Planeta TERRA

“PRESERVAR O PLANETA É DAR UM FUTURO A SEUS NETOS E BUSCAR A IGUALDADE PLANETÁRIA”.
De fora admiro seu esplendor, destacando-se dentre outras terras, este céu que abaixo de meus pés se torna um chão azul anil chora por sofrer o descaso do abandono e da degradação que tem constantemente crescido e atingido o coração do homem e o pulmão do mundo que enegrece de tanto aspirar morte, violência e principalmente a solidão individual que cada ser humano tem aderido para sua vida, tornando do mundo o quintal de sua casa onde tudo pode e tudo se é permitido, levando-nos a viver em 6 bilhões de terras diferentes dentro de nosso humilde planeta.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Espinhos que transpassam, magoando alguém...

"Ao pegar uma rosa, não percebo seus espinhos e sou traiçoeiramente espetado, ao soltar a flor que cai como uma pluma no chão de concreto, abro minha mão e vejo sangue, tanto quanto fosse amputada por algo afiado. Poderia esmagá-la com meus pés, dissipando assim, a dor e o ódio que ela me fizeste sentir. No entanto pego novamente a rosa com mais cuidado e reparo sua magnitude e beleza que se utiliza de seus espinhos para se proteger e mostrar o quão ela pode ser perigosa, escondendo para si e em si uma formosura incomparável e um aroma inebriante".

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Disque o zero em sua vida....

Nesta terra vejo a vida, o verde e o azul, algo que em outras terras não vejo mais;
A vida nos deu o verde e o verde nos dá esse lençol que nos cobre diariamente que é o azul.
Nesse azul vejo algo que plaina suavemente escorregando por este infinito lençol de anil;
Então percebo. É uma pomba! Trazendo em seu bico um ramo de oliveira;
E levando ao mundo a mensagem de que podemos começar de novo e fazer o novo se tornar melhor.

terça-feira, 6 de maio de 2008

21 anos...

21 anos se passaram. O que mudou? O que aconteceu?Passei por esta ponte e por várias vezes nesta ponte eu passarei, pois o círculo da vida, desta ponte não nos deixa fugir, junto a mim passaram alegrias e tristezas, amor e ódio, esperança e a falta dela e tudo o mais que comigo passou em meu mundo se incorporou tornando-me o que sou. Um alguém em busca de algo ou alguém e tentando descobrir alicerces concretos que me ajudem a prosseguir e não me leve pela fragilidade de minha visão humana em enxergar um coração confiável.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Verdadeiro significado de amar e te amar

Em tantos anos de vida, cai para aprender a levantar, sofri para aprender a dar valor e te encontrei para aprender a amar.
Superei obstáculos que me impulsionaram a ser maior e melhor, mas tudo que aprendi caiu por terra assim que te conheci e descobri o verdadeiro significado de amar e te amar.

domingo, 20 de abril de 2008

O abismo que nos uni...

Entre você e eu há um abismo...
Superado por este sentimento que desconheço e a cada momento que o sinto se torna mais difícil explicá-lo...
Cada segundo que passo longe de você...
Sinto-me a beira de um abismo e faço dos meus inexplicáveis sentimentos...
Uma ponte que me leva até você...

Não tenho rosas para te dar, mas cultivo em meu coração um belo jardim onde faço questão de você sempre estar.
Pois JAMAIS te abandonarei e estarei ao seu lado te amando e sempre aprendendo a te amar...

domingo, 2 de março de 2008

A espera de um reencontro

"À distância nos uni e nos separa,

Abra a porta da confiança e feche a janela da desconfiança,

Busque dentro de você a pessoa que tem certeza de seu valor.

Se houver dúvidas em sua cabeça, pare, pense e tome sua decisão.

Vale a pena prosseguir ou devo viver o momento deixando de lado

quem vive por mim e pra quem eu acho que vivo “...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Nesta rua da vida


Numa rua escura, ando sem rumo e nem destino,

as pedras me fazem tropeçar e

buracos me lançam ao chão.

Nesta rua não vejo saída e sem saber o que fazer,

continuo caminhando mesmo com vontades e desejos,

busco um lugar ao sol.

Não importa o tempo que leve, nesta rua continuarei e

se uma saída não encontrar, nesta rua irei me eternizar.

TSR 2008