sábado, 25 de dezembro de 2010

Além do capitalismo e consumismo dessa época, o natal simboliza o sentimento mais próximo do que Deus espera que tenhamos o ano todo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um passado que se renova sobre os mesmos trilhos...

Durante o caminho talvez me servisse de um bom vinho e lesse as notícias sensacionalistas de um tablóide popular enquanto o trem percorresse além das fronteiras alcançando seu destino, todavia o tempo é outro, a tecnologia se modernizou e o trem que era artigo de luxo se popularizou, as viagens de longas distancias se reduziram a cobrir apenas a região metropolitana e a importância histórica do velho transporte sobre trilhos caíra no esquecimento.


"Este passeio foi filmado pela TVTEM afiliada da Rede Globo e segundo o editor irá ao ar em Janeiro de 2011 numa série de reportagens especiais exibida pelo Bom dia São Paulo e Antena Paulista."
Segue abaixo o link da matéria mencionada acima...


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Idas e vindas (Capítulo II)

  Em pleno amanhecer de uma sexta-feira qualquer, Martha, indignada com sua atual situação trabalhista decide sair da Microcell e seguir um novo caminho, contanto, ao seguir esse novo caminho em direção a rua, ela esqueceu de que estava no céu e caiu das nuvens se estatelando no chão.
  De volta ao Microcell, a desorganização e o acumulo de trabalho já se formara levando ao embranquecimento precoce dos cabelos já grisalhos do Supervisor da Triagem “Arcanjo Francisco”, que por algum motivo desconhecido preferia ser chamado de Junior. Muito preocupado com a situação caótica do departamento, Junior pensara em voar até o setor de RH para providenciar a contratação imediata de um novo funcionário, mas como estava com uns “kilinhos” além da conta e suas asas não suportariam tanto, preferiu ir andando.
  De longe já se ouvia ruídos que vinham da sala de rh, ruídos esses que mais pareciam um conjunto instrumental de sons desconexos tocados ao mesmo tempo. Ao atravessar a porta que dava acesso a um balcão, o Arcanjo Junior se deparou com uma figura um tanto quanto estranha que apreciava aquela sinfonia. Em seu crachá destacava-se logo abaixo da foto um nome e função escrito com letras garrafais "SAMUEL, AUX.RH". Junior não precisara se identificar, pois já era conhecido por sua rabugice em todo o Microcell, sendo assim, sem mais delongas Junior fez a solicitação de um novo funcionário. Ao digitar as qualidades exigidas por Junior e confirmar com um enter, o selecionado já aparecera na tela do computador e diante deles, seu nome era Cesar Meninote, parecia até um cantor de dupla sertaneja com esse nome, mas era apenas um estranho, muito estranho. O Arcanjo com muita pressa conduziu Cesar até seu posto de trabalho e ensinou-lhe a função.
  Algum tempo depois...
  Toc, toc, toc, alguém desesperado batia forte na porta da sala do Aracanjo Junior que como sempre fingia não estar e se escondia debaixo da mesa. Toc, toc, toc, a insistência foi tão grande que pela primeira vez Junior resolvera ver quem o incomodava.
  Deparável encontro com aquela figura um tanto, quanto estranha com quem Junior não esperara mais encontrar diante de ti, "SAMUEL, AUX.RH", que aparentava cansaço por ter corrido até lá ou talvez estivesse ensaiando alguns passos daqueles horríveis sons.
  Ao desculpar-se pelo modo que batera a porta e antes mesmo de ser convidado a entrar, Samuel desloca-se para dentro da sala, senta e explica a situação. Tal situação revelara um grande problema que acometeu sobre o departamento de T.I. acarretando no péssimo funcionamento do sistema e conseqüentemente a contratação de um gatuno para área de triagem, furioso com o ocorrido Junior solicita o histórico de vida de Cesar Meninote, pois a única sujeira que ficara no sistema após a passagem do anti-vírus fora os crimes de Cesar descobertos pós análise e correção dos históricos.
  Antes de escorraçar César direto para o inferno Junior preferiu aguardar um tempo e ver no que daria, afinal segundo dia de trabalho de Cesar e já não havia nem fila de espera.
  Um, dois, três meses depois chega uma notificação ao Aracanjo Junior vinda da presidência do Microcell, ao abrir a carta as palavras saltaram para fora como se tivessem vida própria e por sinal uma vida bem estressada pelo modo com que expressava sua mensagem.
– Dirija-se imediatamente a sala da presidência!
  Após transmitir sua mensagem, a carta se transformou em uma porta que dava acesso a sala de Deus (presidente do Microcell), Junior abriu suavemente a porta e adentrou sem fazer barulho, entrara em uma sala que era do tamanho de um estádio de futebol, um ambiente iluminado por um sol particular, diversas nuvens vagavam de um lado para o outro carregando anjos, nisso uma das nuvens mudou seu rumo e foi em direção de Junior pousando em sua frente e desembarcando Hélio.
Hélio era um anjo do escalão dos Querubins, mas que tinha conseguido um estágio de porteiro da sala da presidência.
– Venha comigo.
  Junior o acompanhou e estranhou o fato do Querubim estagiário ser tão silencioso, normalmente esse escalão era de anjos bagunceiros e falantes.
  Passos atrás de passos até chegar diante de um altar, no centro sentado em seu trono atrás de uma mesa conferindo as últimas notícias em seu notebook estava Deus, ao lado direito de Deus estava o contador Danilo que aparentemente falava e gesticulava sozinho enquanto analisava alguns relatórios sobre a mesa.
  Deus pediu a Danilo que explicasse a situação pela qual Junior fora chamado e apanhando alguns relatórios e repassando para o Arcanjo Danilo explica que um dos relatórios mostra o balanço de mortos relativo aos seis primeiros meses do ano, enquanto o segundo revela o balanço referente a quantidade de julgamentos ocorridos no mesmo período, ou seja, por algum motivo nem todos os mortos estavam sendo julgados e com base nessas informações Deus solicitou a Junior que averiguasse o que estava acontecendo com os mortos.
  Ao retornar a sala de triagem em busca de informações Junior percebe que César Meninote não está em seu posto e decide dar uma olhada em suas coisas, antes mesmo de começar a vasculha Junior repara em um caderno em cima da mesa e pega para ver do que se tratava.

“LIVRO CAIXA DE CÉSAR MENINOTE”
CLIENTE VALOR DESTINO LANÇAMENTO

Fabio 500,00 Céu Efetivado
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  Junior ficara furioso com a descoberta de que César estava vendendo a entrada dos mortos no Céu por meio de lançamentos de transferência efetivados antes de serem julgados.
  Quando César apareceu viu Junior sentado em sua cadeira com seu caderno na mão, tentou explicar o que ocorrera, nisso o Arcanjo levantou e num salto sobre a bancada caíra em cima de César que fora imobilizado debaixo daquele corpo avolumado, ao se ajoelhar diante de César praticamente amassado, agarra seu pescoço e arremessa com toda a força em direção ao chão, tal força essa que abriu uma cratera transportando César ao inferno pelo modo mais inusitado, afinal todos os condenados iam de elevador.

Leia os capítulos I e II dessa saga.
O Julgamento (Cap.1)
Sexo, álcool e fogo na bomba (Cap.3)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Expresso Turístico, Luz-Jundiaí - Uma viagem pelo caminho do café

“Ao me acomodar na poltrona 37, escuto o apito do trem, a fumaça revela um mundo novo para algumas pessoas, enquanto para outras é um momento de matar a saudade do passado. Pelo caminho temos uma leve noção do que foi moderno em algum tempo e por algum tempo e que hoje se torna referência histórica para embasar tudo o que temos de mais novo na atualidade. Trinta, sessenta, setenta e cinco minutos, uma viagem pela história percorrida sobre trilhos, pelos quais já viajaram Barões, Imperadores e as mais altas castas da sociedade feudal. A locomotiva que nos tras o passado ao presente desvenda a parte triste de nossa história, onde homens eram escravizados e tratados como objetos de subserviência de seus senhores, grilhões e correntes que forjaram a biografia de nosso país é exposta como uma lembrança do que ocorrerá estando ao lado publicação da lei Áurea que unificava os direitos entre os homens, igualdade essa que até hoje é lutada por muitos para que efetivamente se torne realidade.”

domingo, 4 de abril de 2010

Prazeres e prazeres...

Passamos por tempos onde temos que decidir se seguimos em frente, mudamos de caminho ou simplesmente nos acomodamos nas facilidades da vida. Nos momentos em que desfrutamos os prazeres de todas essas facilidades proporcionadas pelo mundo, esquecemo-nos que o real prazer está nas situações mais adversas a facilidade, o que nos deixa com um sentimento falso de incapacidade e impotência diante da complexidade em se interpretar o real sentido de ser feliz.