sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Essências do homem, a imagem e semelhança.


Em algum momento de sua eternidade, Deus decidiu criar algo novo que tivesse forma e sentido, o qual não fizesse juízo de valor sobre todas as coisas, mas, além disso, que soubesse amar também e propagar a liberdade entre os seus semelhantes, extraiu de si a Dádiva da Vida e lançou-a em forma de raios de luz sobre a terra.
           Como o brilho de uma estrela, essas Luzes atingiram a Terra. A Primeira Luz criou a Paciência, tal qual necessária, pois saberia esperar o momento oportuno.
       Tendo conhecimento das tentações que a Dádiva da Vida enfrentaria a Segunda Luz criou a Persistência, pois apesar das tribulações a caminhada estava apenas começando.
       Pelo caminho a Dádiva da Vida deparava-se com situações nunca vista, onde pensamentos e conclusões insanas foram elucidados pela Terceira Luz que trouxe a Compreensão sobre os verdadeiros valores e significados.
      Diante da discórdia que um dia haveria no mundo, a Dádiva da Vida teve de evoluir sua forma de comunicação por meio da Quarta Luz que lhe concedeu a Diplomacia para confortar os corações atribulados.
      Ao anoitecer, a Dádiva da Vida parou para uma reflexão sobre seus feitos ao longo do dia e sentindo que sua missão apenas começara pediu a Quinta Luz que lhe concedesse Fé tendo a certeza de que a “tristeza dura uma noite, mas a alegria vem pelo amanhecer.”
     Claridade frouxa que precede a escuridão da noite anuncia o momento de parar, descansar e aproveitar a água pura e límpida desse rio que se apresenta logo adiante, através do qual se vislumbra o céu, a lua e suas estrelas refletidas como uma perfeita cópia da imensa obra do Criador, lugar este propício à reflexão e uma oração para que a Sexta Luz se torne Esperança, pois no caminho existem inúmeros obstáculos acomodados ou simplesmente desistentes.
     Ao despontar do dia, os primeiros raios de sol transpassaram as nuvens e iluminaram as trevas que até então tecia a noite, o canto dos pássaros quebrava o silêncio daquele início de dia tornando-o agradável e encorajador, pois um futuro desconhecido lhe aguardava no final do caminho. Caminho esse que talvez não tenha fim, mas sim uma continuidade através das gerações por intermédio da Sétima Luz que lhe concedeu a Certeza de um caminho promissor.
     Alguns dias depois do início de sua caminhada, a Dádiva da Vida sentiu que era hora de aguardar, pois o momento oportuno chegara e que apesar das tribulações a persistência nunca lhe faltara. Sua compreensão sobre os verdadeiros valores a levaram mais adiante e fizeram-na aproveitar todas as oportunidades sempre com esperança e uma certeza que nunca lhe deixara de um destino vencedor.
       A oitava luz soprou a terra fazendo levantar poeira, enquanto, a nona luz derramou água em forma de chuva transformando tudo em barro, um simples barro que foi esculpido a imagem e semelhança de seu Escultor tomando forma e graça. Pelas mãos de seu Escultor uma última luz apareceu unindo a Dádiva da Vida e suas essências com aquela estátua de barro, criando assim a mais perfeita obra criada com amor e sabedoria ilimitada.
        Infelizmente algumas essências foram esquecidas pelo homem, perdemos nossa liberdade e ganhamos a “independência”, Deus, concedeu o que precisávamos para sermos felizes e nós buscamos quase que sempre na moeda o que acreditamos ser necessário para realização pessoal, independente da situação que se encontra nosso semelhante.


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