quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sexo, álcool e fogo na bomba (capítulo III)


  Numa avenida movimentada de Santo Amaro mais conhecida como Avenida Santo Amaro havia diversos bares e boates onde frequentadores assíduos enchiam a cara até cuspirem uns nos outros de tanto dizerem coisas desconexas, dentre os "bebuns" presentes naquela região estava Beatriz, uma moça jovem de idade, mas com uma aparência cansada, de quem não resistiria ao próximo gole e seria fulminada dali para o além pela cirrose que anunciava sua chegada por meio dos pés inchados a ponto de explodir aguardente por todos os lados. 
  Em uma das noites ao se retirar de mais uma bebedeira cotidiana "Bea" como era conhecida no meio caminhou pela calçada num vai e vem frenético e logo atrás estava a dona Morte que a seguia com seu capuz que lhe cobria o rosto e a foice na mão para ceifar a vida de quem já estava na hora de ser abatido, a dona Morte tentava, mas "Bea" cambaleava tanto que era praticamente ninja em desviar dos golpes da foice sem mesmo se dar conta da façanha que fizera. Mais adiante na próxima esquina estava Cicinha Caixa D' Água, uma prestadora de serviços, jovem, mas muito habilidosa e requisitada por seus clientes, pois tinha muitos talentos com as mãos, principalmente com a mão direita, ao cruzar com Cicinha "Bea" num gingado constante permitiu que a dona Morte errasse o golpe e acertasse Cicinha que em nada tinha a ver com o peixe, levando-a dessa vida, percebendo o erro a dona Morte puxou seu tablet para justificar o trabalho extra e num banco de dados localizou Cicinha, no cadastro estava como Danilo, mas nem estranhou, pois não era a primeira vez que ela via mulheres tão diferentes, ao ver a cena de Cicinha caindo sem motivo aparente "Bea" correu de medo e foi atropelada concluindo assim o trabalho da dona Morte.
  Ao despertarem numa sala, a qual servia de espera fora das muralhas do Microcell, "Bea" e Cicinha se depararam com uma pessoa enigmática, Kalem Machadão, terrorista internacional e traficante de ervas não medicinal, a qual serviu de mulher bomba para dar de exemplo a seus pupilos.
  Na portaria do Microcell estava São Pedro que abrira a porta para saída do Arcanjo Francisco que tinha recebido duas missões da presidência do Microcell, ser Papa no Vaticano e Papai Noel do shopping Central Plaza nos finais de ano para complementar sua renda, afinal, sua idade avançada permitia-lhe servir em ambas funções.
  "Bea", Cicinha e Kalem aguardaram um longo tempo, tanto tempo que "Bea" estava em crise de abstinência e encontrava-se baixada roendo as pernas da cadeira, Cicinha também estava baixada, mas o motivo era outro, oferecia seus serviços a quaisquer colaboradores do Microcell que passavam por ali e Kalem já tinha construído explosivos utilizando o cadarço de seu tênis, o vaso da mesa de centro e a pólvora que carregava no estômago para situações emergenciais, fez um bem bolado e amarrou a seu corpo.
  Assim que convocados a entrarem foram conduzidos para um ambiente escuro, o qual tinha uma única lâmpada que iluminava uma mesa, três banquinhos de um lado da mesa e do outro lado Aline ou "galo de briga" que os esperava com cara de poucos amigos ou nenhum, ela era interrogadora e tinha sido contratada pouco tempo depois do caos durante o segundo capítulo, sua fama de "galo de briga" era porque seus métodos de interrogatório não eram nada cristãos e sua triagem após concluída mandava os condenados do céu para o inferno numa porrada só.

O texto é fictício, para entende-lo, leia os capítulos anteriores nos links abaixo.

O Julgamento (capítulo I)
Idas e vindas (Capítulo II)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

"Galo de Briga"

“Por diversas vezes temos que nos comportar como “galos de briga”, vivemos num mundo competitivo, onde o mais forte sobrevive, não que essa seja a receita do sucesso, pois o trabalho em equipe ainda funciona como mola propulsora para nos levar a cada momento mais alto.”